Défice em 2016 é o mais baixo dos últimos 40 anos

Portugal reduz défice em 2016 para valor histórico

O défice de 2016 ficou nos 2,1%, abrindo o tão desejado caminho ao fim do Défice Excessivo. Uma informação divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que dá igualmente conta de que o crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) é de 1,4%, em 2016.

A percentagem agora divulgada pelo INE já tinha sido adiantada pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, que equacionou demitir-se recentemente. Contudo, a confiança em Mário Centeno acabou por sair reforçada, dado que os valores do défice em 2016 apresentados pelo INE não só estão em linha com a previsão do Governo, como também indicam que este é o défice mais baixo dos últimos 40 anos em Portugal.

Em termos absolutos, o défice de 2,1% do ano passado corresponde a 3 807,3 milhões de euros, sendo a primeira vez que se situa abaixo dos 3% desde que o país aderiu à moeda única e também desde que assinou o “Tratado de Maastricht”, na Holanda, em fevereiro de 1992.

«Quando me refiro ao facto de a economia portuguesa estar hoje no ponto mais sólido desde que aderimos ao euro apoio-me em resultados: crescimento económico, investimento, geração de emprego, solidez nas contas públicas, mas queremos mais e vamos conseguir mais», assegurou Mário Centeno, na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, onde garantiu ainda que «graças à correcção sustentável e durável das contas públicas, Portugal vai, finalmente, sair do Procedimento por Défices Excessivos».

Em linha com a Comissão Europeia

A meta inicialmente prevista pelo Executivo era 2,4%, enquanto a estimativa da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) era de 2,3%, percentagens assim inferiores ao objectivo de 2,5% fixado pela Comissão Europeia aquando do encerramento do processo de sanções.
Deixando uma mensagem de optimismo, o ministro salienta que “Portugal possui hoje alicerces mais sólidos para garantir um crescimento económico sustentado e equitativo.